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sexta-feira, 30 de abril de 2010

O mistério da praia deserta

Estava olhando fixamente a janela do carro. Ver as paisagens passando rapidamente diante de meus olhos e o vento movimentando meus cabelos. Era uma ótima sensação. Fazia-me esquecer um pouco a quantidade de coisas que havia na minha cabeça. E todas elas pensavam no mesmo assunto: O que aconteceu na praia deserta?
Tudo começou quando eu e meu namorado decidimos passar o verão juntos. Claro que meus pais também tiveram que ir, mas não me importei muito com isso, passar o verão com a pessoa mais perfeita e que amo já estava bom. Seria nosso primeiro verão como um casal de verdade e eu estava contente. Tinha o garoto mais lindo, fofo e desejado por todas as garotas da escola ao meu lado. Isso era uma grande vitória.
Dois dias antes de irmos embora, passeamos na praia que era de frente para a pousada onde estávamos hospedados. Tudo ia muito bem, até que Bernardo teve a ideia de andar até uma praia mais deserta. No princípio não gostei da ideia, mas me senti tão segura e protegida com ele que relaxei. Nem me importei com a quantidade de pessoas, que diminuíam cada vez mais. Percebi que chegávamos a uma praia despovoada quando ele parou de andar. Sentamos na areia, de frente ao mar, para descansar.
- Por que veio para uma praia tão distante e deserta se só queria olhar o mar? – perguntei confusa.
- Não gosto de tumulto, prefiro um lugar com menos gente – ele olhou para mim e abriu um sorriso perfeito.
Suspeitei. Se fosse apenas para olhar o mar era melhor que ficássemos na praia mais próxima, não havia necessidade de andar tanto. Fiz uma cara feia, mas pensei na quantidade de calorias que devo ter queimado. Aliás, não foi tão ruim caminhar (e perder peso) com meu amor ao lado.
Encostei minha cabeça em seu ombro e aspirei seu doce perfume. Um outro perfume confundiu meus sentidos. Não era o de Bernardo e fui forçada a inalá-lo. Em pouquíssimo tempo fiquei inconsciente.
Acordei assustada em um lugar escuro. Um breu. Não era possível enxergar nada. Fiquei com muito medo no início e chamei por várias pessoas conhecidas, mas ninguém falou ou respondeu. Estava cada vez mais aflita e precisava, urgentemente, sair daquele escuro que me fazia mal. Levantei desesperadamente a procura da saída, mas bati minha cabeça em algo muito duro e novamente caí na inconsciência.
Abri meus olhos e levei um susto quando percebi que estava no leito de uma cama de hospital. Tudo em mim parecia normal, exceto pelas marcas estranhas que havia na minha pele. O médico dizia que meu estado era bom e que só esperava eu acordar para me dar alta. Perguntei inúmeras vezes a meus pais e a meu namorado o que havia realmente acontecido na praia deserta, mas ninguém me respondia. Era um mistério, um segredo que eles guardavam entre si. Suspeitei que fosse um seqüestro, mas ninguém afirmava nada. O importante é que esse verão intensificou meu namoro.

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