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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pedro II, minha eterna paixão



  Ao Pedro II tudo ou nada? TUDO! Então como é que é? É tabuada.
3x9=27 3x7=21 menos 12, ficam 9, menos 8 ficam 1. Zum, zum, zum, Pararatibum, PEDRO II! 
  É impossível estudar no Pedro II e não saber a tão famosa tabuada. O "grito de guerra" dos alunos do Cp2.
  Desde que entrei nessa escola, a dois anos atrás, minha vida mudou completamente. Conheci diversas pessoas, ganhei vários amigos, descobri o que é fazer uma prova difícil e depois levar uma nota baixa, aprendi a não reclamar por estudar sábado (mas confesso que as vezes tenho uma recaída) e principalmente descobri o que é ter uma amizade verdadeira, além de ter descoberto qual é o meu verdadeiro talento. 
  Para entrar no Cp2, como a maioria, tive que correr atrás. Estudava todos os dias, fazia cursinho preparatório, além de outras coisas para passar na tão temida prova. Mas depois de passar, os benefícios são colossais. Vale muito a pena você perder alguns finais de semana e algumas festas para entrar nesse colégio. 
  No Cp2, a cada dia é um novo aprendizado (não estou fazendo marketing da escola, mas se quiserem me contratar é só falar com minha agente). Os professores e a própria escola se esforçam para nos dar um ensino bom e de alta qualidade. E isso é provado quando sai a listagem das escolas mais aprovadas do Rio de Janeiro no ENEM. E claro, o Pedro II, exclusivamente o do Centro, sempre está na lista.
  Tenho um carinho superespecial por essa escola que mudou minha vida e está transformando a vida de muitos. Amo os amigos que conquistei lá e tenho muito orgulho de dizer que estudo nesse colégio. Pedro II é a minha paixão! ♥'
  
  Para as pessoas chatas que eu amo, que me pertubaram desde o início desse blog, me cobrando um post exclusivo para o Cp2, aqui está, como vocês pediram. Amo vocês demaaaaaaais, mesmo me pertubando. s2s2
  Uma atenção especial para todos que me apoiam, me ajudam e me dão forças quando elas estam no fim. Thaís (B.F.F. da B.F.F.), Bruna (best), Rafael (o maninho mais chato e irritante do mundo), Ellen (fornecedora das drogas, rs'), Sabrina (minha chinezinha preferida), Bia (ela é chata, mas me faz rir), Roberto (ele me apoia com o livro), Júlia Deiró e Figueiredo (amiga paty e amiga tarada), João (o boi mais chato do mundo), Thais (mãe) e Raquel (alguns não gostam dela, mas quando estou triste, ela sempre me fala coisas bonitas e inspiradoras), obrigada por tudo. Sou eternamente grata *.*
 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Deficiência e superação


  E foi assim que a Sra. Spezzatti decidiu o tema do tão aguardado projeto de ciências. O assunto intrigou a todos e sua repentina mudança de planos fez com que alguns alunos se revoltassem. Assustei-me, como a maioria, ao saber que o início do projeto é individual. Cada aluno deve pesquisar ou entrevistar uma pessoa que tenha alguma deficiência ou um grave problema que a empeça de ser feliz ou que ela tenha superado. No final todos irão juntar seus trabalhos e a turma fará o projeto para o resto da escola.
  Tentei prestar atenção no resto da aula enquanto recebia informações sobre deficiências e superações. Pensei em diversas maneiras de fazer minha parte no projeto, mas nenhuma saciava minhas expectativas.
  O sinal anunciando o fim da aula tocou. Arrumei minhas coisas e andei pensativa pelo caminho até o ponto de ônibus. Parei e observei atentamente os acontecimentos ao meu redor.
  Um bêbado com cheiro de cigarro parou ao meu lado lamentando da vida aos sussurros. Seu corpo cambaleava de um lado para o outro, quando ele abraçou um poste que ficava a menos de dois metros de mim. Penalizei-me vendo aquela triste e deprimente figura e me aproximei com a melhor das intenções.
  - Com licença senhor – falei educada. Ele aparentava ter aproximadamente 33 anos. – Posso ajudar?
  - NÃO! – ele respondeu grosseiramente – Ninguém pode me ajudar.
  Dei-lhe um sorriso angelical e ele hesitou.
  - Minha mulher me traiu – ele confessou baixinho e de cabeça baixa. – E eu amo muito ela.
  Justo nesse momento meu ônibus passou. Como ele demorava um pouco, não podia perdê-lo. Lancei um beicinho para o bêbado apontando para o ônibus e ele pareceu não compreender.
  - Sinto muito, preciso ir. Conversa com sua mulher e lhe dê uma chance de explicação – me despedi enquanto corria para pegar o ônibus. Por pouco não o perdi.
  Durante a viagem de volta para casa, percebi que uma moça que estava numa cadeira de rodas fazia sinal. O motorista iria passar direto, mas puxei o sinal de descida para que ele fosse obrigado a parar. Algumas pessoas reclamaram do transtorno que a jovem moça causou ao entrar no ônibus e do espaço que ela ocupava. Sua atitude despreocupada chamou minha atenção. Sentei próximo a ela e resolvi puxar assunto.
  - As pessoas agem sempre assim com você?
  - As pessoas sempre agem assim com deficientes – ela deu de ombros. 
  - Como você consegue ficar despreocupada com as pessoas falando assim?
  - Costume – ela riu. – A primeira coisa que aprendemos quando nos tornamos deficientes é ignorar os outros e superar as nossas limitações.
  - Nossa você é um exemplo para muitos. Nem todos agem assim.
  - É verdade – ela concordou. Alguns ainda precisam aprender com suas limitações.
  - Posso fazer uma breve entrevista sobre sua deficiência e a maneira como você a encara?
  - Claro.
  Sorri enquanto entrevistava minha nova amiga e aprendia diversas coisas interessantes sobre deficiência e superação. Ela é um exemplo a ser seguido.