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terça-feira, 6 de julho de 2010

A carta

  Minha mente estava absorta enquanto lia uma longa carta que aparecera em meu caderno. Meu coração martelava freneticamente e era impossível tentar controlá-lo. As emoções presentes em mim e na pessoa que escrevera a carta eram explícitas. Precisei relê-la diversas vezes para compreender o que estava escrito, já que meu cérebro era incapaz de crer em tais palavras.
  Depois de alguns minutos procurei pelo meu telefone desesperadamente, como se minha sobrevivência dependesse dele; e, de certo modo, dependia. Quando o encontrei, disquei um único número em especial. Enquanto o telefone chamava, cruzei os dedos para a pessoa atender.
  - Alô?
  - Oi Gabi, tudo bem? Aqui é a Duda. - minha voz saiu trêmula.
  - Oi Duda! Aconteceu algo? Conheço essa sua voz.
  - Preciso que você venha aqui em casa com URGÊNCIA.
  - Ta, já estou a caminho.
  E assim, com a pequena distância entre a casa da Gabi e a minha, ela chegou a menos de meia hora. Por sermos amigas íntimas há tanto tempo, ela percebeu, de imediato, meu nervosismo e tentou apaziguá-lo. Começou nossa conversa comentando as novas fofocas da escola e eu, mesmo não me interessando por isso, escutei a fim de me acalmar.
  - Você me chamou aqui com um propósito. Pode me dizer do que se trata? – ela mencionou com curiosidade.
  - É sobre uma carta que recebi do... Do seu... Do seu irmão mais velho.
  - Do Guilherme? – ela sobressaltou sua voz revelando espanto. – O que ele dizia nela?
  Revelei tudo o que estava escrito com um pouco de medo, mas muita alegria. Havia dois anos que eu guardava um grande sentimento por ele, mas não tinha coragem de confessá-lo, principalmente pela nossa diferença de idade, que totalizavam em cinco anos. E esse sentimento se ampliava a cada dia. Mas, para a minha falta de sorte, ele descobriu. Ainda não sei ao certo como, mas foi muito constrangedor, principalmente quando nos encontrávamos no corredor da escola. E agora, naquela carta, ele fez diversas confissões que alegraram meu melancólico coração. Revelou que depois de descobrir minhas intenções com ele, começou a me observar melhor. E após descobrir um pouco mais sobre mim, um novo sentimento surgiu. Minhas qualidades são impressionantes e eu sou - como ele menciona - diferente das outras garotas. Tenho algo especial que o deixou fascinado.
  O melhor, ou devo dizer, o mais impressionante em toda a carta é a sua última frase. Ela é pequena, direta e comprova tudo o que estava escrito. “Aceita ser minha namorada?”, foi a frase que me deixou estonteada de tanta euforia. Quanto à resposta, não havia dúvidas que seria positiva.
  - Nossa! – Gabi estava pálida, mas feliz. – A melhor notícia que recebo. Finalmente somos cunhadas!
  Limitei-me a sorrir enquanto ela falava sem parar. Não pude prestar atenção em suas palavras, já que estava sendo tomada por um sentimento mais forte que todos que eu já sentira. Ele era tão forte que podia controlar minha mente e meu coração simultaneamente. Era meu primeiro amor.  

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pedro II, minha eterna paixão



  Ao Pedro II tudo ou nada? TUDO! Então como é que é? É tabuada.
3x9=27 3x7=21 menos 12, ficam 9, menos 8 ficam 1. Zum, zum, zum, Pararatibum, PEDRO II! 
  É impossível estudar no Pedro II e não saber a tão famosa tabuada. O "grito de guerra" dos alunos do Cp2.
  Desde que entrei nessa escola, a dois anos atrás, minha vida mudou completamente. Conheci diversas pessoas, ganhei vários amigos, descobri o que é fazer uma prova difícil e depois levar uma nota baixa, aprendi a não reclamar por estudar sábado (mas confesso que as vezes tenho uma recaída) e principalmente descobri o que é ter uma amizade verdadeira, além de ter descoberto qual é o meu verdadeiro talento. 
  Para entrar no Cp2, como a maioria, tive que correr atrás. Estudava todos os dias, fazia cursinho preparatório, além de outras coisas para passar na tão temida prova. Mas depois de passar, os benefícios são colossais. Vale muito a pena você perder alguns finais de semana e algumas festas para entrar nesse colégio. 
  No Cp2, a cada dia é um novo aprendizado (não estou fazendo marketing da escola, mas se quiserem me contratar é só falar com minha agente). Os professores e a própria escola se esforçam para nos dar um ensino bom e de alta qualidade. E isso é provado quando sai a listagem das escolas mais aprovadas do Rio de Janeiro no ENEM. E claro, o Pedro II, exclusivamente o do Centro, sempre está na lista.
  Tenho um carinho superespecial por essa escola que mudou minha vida e está transformando a vida de muitos. Amo os amigos que conquistei lá e tenho muito orgulho de dizer que estudo nesse colégio. Pedro II é a minha paixão! ♥'
  
  Para as pessoas chatas que eu amo, que me pertubaram desde o início desse blog, me cobrando um post exclusivo para o Cp2, aqui está, como vocês pediram. Amo vocês demaaaaaaais, mesmo me pertubando. s2s2
  Uma atenção especial para todos que me apoiam, me ajudam e me dão forças quando elas estam no fim. Thaís (B.F.F. da B.F.F.), Bruna (best), Rafael (o maninho mais chato e irritante do mundo), Ellen (fornecedora das drogas, rs'), Sabrina (minha chinezinha preferida), Bia (ela é chata, mas me faz rir), Roberto (ele me apoia com o livro), Júlia Deiró e Figueiredo (amiga paty e amiga tarada), João (o boi mais chato do mundo), Thais (mãe) e Raquel (alguns não gostam dela, mas quando estou triste, ela sempre me fala coisas bonitas e inspiradoras), obrigada por tudo. Sou eternamente grata *.*
 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Deficiência e superação


  E foi assim que a Sra. Spezzatti decidiu o tema do tão aguardado projeto de ciências. O assunto intrigou a todos e sua repentina mudança de planos fez com que alguns alunos se revoltassem. Assustei-me, como a maioria, ao saber que o início do projeto é individual. Cada aluno deve pesquisar ou entrevistar uma pessoa que tenha alguma deficiência ou um grave problema que a empeça de ser feliz ou que ela tenha superado. No final todos irão juntar seus trabalhos e a turma fará o projeto para o resto da escola.
  Tentei prestar atenção no resto da aula enquanto recebia informações sobre deficiências e superações. Pensei em diversas maneiras de fazer minha parte no projeto, mas nenhuma saciava minhas expectativas.
  O sinal anunciando o fim da aula tocou. Arrumei minhas coisas e andei pensativa pelo caminho até o ponto de ônibus. Parei e observei atentamente os acontecimentos ao meu redor.
  Um bêbado com cheiro de cigarro parou ao meu lado lamentando da vida aos sussurros. Seu corpo cambaleava de um lado para o outro, quando ele abraçou um poste que ficava a menos de dois metros de mim. Penalizei-me vendo aquela triste e deprimente figura e me aproximei com a melhor das intenções.
  - Com licença senhor – falei educada. Ele aparentava ter aproximadamente 33 anos. – Posso ajudar?
  - NÃO! – ele respondeu grosseiramente – Ninguém pode me ajudar.
  Dei-lhe um sorriso angelical e ele hesitou.
  - Minha mulher me traiu – ele confessou baixinho e de cabeça baixa. – E eu amo muito ela.
  Justo nesse momento meu ônibus passou. Como ele demorava um pouco, não podia perdê-lo. Lancei um beicinho para o bêbado apontando para o ônibus e ele pareceu não compreender.
  - Sinto muito, preciso ir. Conversa com sua mulher e lhe dê uma chance de explicação – me despedi enquanto corria para pegar o ônibus. Por pouco não o perdi.
  Durante a viagem de volta para casa, percebi que uma moça que estava numa cadeira de rodas fazia sinal. O motorista iria passar direto, mas puxei o sinal de descida para que ele fosse obrigado a parar. Algumas pessoas reclamaram do transtorno que a jovem moça causou ao entrar no ônibus e do espaço que ela ocupava. Sua atitude despreocupada chamou minha atenção. Sentei próximo a ela e resolvi puxar assunto.
  - As pessoas agem sempre assim com você?
  - As pessoas sempre agem assim com deficientes – ela deu de ombros. 
  - Como você consegue ficar despreocupada com as pessoas falando assim?
  - Costume – ela riu. – A primeira coisa que aprendemos quando nos tornamos deficientes é ignorar os outros e superar as nossas limitações.
  - Nossa você é um exemplo para muitos. Nem todos agem assim.
  - É verdade – ela concordou. Alguns ainda precisam aprender com suas limitações.
  - Posso fazer uma breve entrevista sobre sua deficiência e a maneira como você a encara?
  - Claro.
  Sorri enquanto entrevistava minha nova amiga e aprendia diversas coisas interessantes sobre deficiência e superação. Ela é um exemplo a ser seguido.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um dia sem luz


    Eram 16:30 quando resolvi entrar na internet. Tudo era muito comum e normal para mim, exceto ver o garoto que sou apaixonada online no msn.  Sem perder tempo, logo falei com ele.
    Conversamos sobre diversos assuntos e acho que até ficamos “amiguinhos”. Quando criei coragem para perguntar se ele era afim de alguém da sala (ele é da minha turma), a luz acabou e o computador desligou. Olhei assustada e sem reação para ele. Após alguns segundos, quando consegui me mexer, vasculhei o nobreak não compreendendo o motivo de ele ter desligado, sem aguentar a queda de energia.
    Em um surto de raiva e irritação chutei o nobreak e quase joguei o monitor no chão, mas manti o controle e optei por tacar uma almofada nele. Peguei uma outra almofada e comecei a morde-la, arrumando uma forma muito esquisita de me acalmar.
    Droga, eu estava sem internet, sem resposta, sem televisão, sem Malhação (novela que eu amo). Xinguei a distribuidora de luz de todos os nomes possíveis enquanto procurava meu Ipod. Para minha falta de sorte, coisa que eu já estava acostumada, meu Ipod tinha pouquíssima bateria e durou apenas duas músicas.
    Sem ter muita opção de ter o que fazer, fui até a janela do meu quarto com a intenção de ver o pôr do Sol. Sorri enquanto abria a persiana, mas meu sorriso se transformou em um bico desanimado quando vi o tempo. Chuvoso, nublado e um pouco frio até. Reclamei e saí do quarto furiosa.
    Andei sem rumo pela casa, que ficava cada vez mais escura. Procurei pela lanterna, mas minha mãe e o chato do meu irmão mais velho a utilizavam na sala de estar. Aproveitei a oportunidade para ficar mais perto da minha mãe, que reclamava da minha falta de tempo com ela. Meu irmão, no princípio, não gostou da ideia da minha repentina atenção, mas sei que no fundo ele adorou, principalmente nas oportunidades que tinha para implicar e zoar da minha cara.  Foi um gostoso momento de descontração com minha família. Acho que os jovens de hoje em dia (como eu, por exemplo), deviam dar mais valor e atenção à família e não só dar importância extrema a internet.
   Quando meu pai chegou do trabalho, assustou-se em nos verem juntos como uma família de verdade. Na maior parte das vezes não somos assim. Pouco tempo após sua chegada, a energia retornou, mas continuei por mias uma hora na companhia das pessoas que tanto amo.
    Após o jantar, não resisti a tentação e voltei a internet. Enquanto o PC ligava, coloquei meu Ipod para carregar. Quando a homepage do meu msn abriu tive uma agradável surpresa com as mensagens offline. O meu suposto “amigo” disse que era afim de uma garota, mas que não podia me contar quem era. Depois disso, perguntou várias vezes porque saí de repente do msn. Para a minha sorte ele estava online. Retomei a conversa explicando meu dia de uma hora sem luz e contando a lição que aprendi hoje: a família é a coisa mais importante na nossa vida.  

sábado, 1 de maio de 2010

Identidade secreta


  Era o primeiro dia de aula na minha velha escola. Tudo era igual aos anos anteriores. Sentei no mesmo lugar de sempre e cumprimentei meus amigos, contente por revê-los.
  Estava arrumando tranquilamente meu material novo quando ouvi uma voz de sino. Procurei nos arredores da sala curiosamente o dono da bela voz e me deparei com o garoto mais lindo que já vi. Com cabelos pretos, uma pele perfeita e um sorriso encantador. Olhei admirada com sua beleza e seus belos olhos azuis se encontraram com os meus, fazendo-me corar e retornar a arrumar meu material.
  Os dias foram se passando e eu ficando cada vez mais obcecada por esse menino novo. Já não conseguia prestar atenção nas aulas e minha mente vagava apenas imaginando nós dois juntos. O pior era quando meus olhos não me obedeciam e eu o olhava. E isso acontecia constantemente. E era ainda pior quando ele olhava para mim. Já estava virando amor platônico, principalmente na segunda semana de aula, onde ele já era popular e desejado por todas as garotas da escola. Obvio que ele irá preferir uma garota bonita e popular e isso excluía as poucas chances que me restara.
  Numa aula de geografia, o professor surpreendeu-me passando uma atividade em dupla. Inevitavelmente olhei para David - esse é o seu nome – e levei um susto ao ver sua mesa juntando com a minha.
   - Posso fazer dupla com você? – ele perguntou suavemente. Ouvi aquela voz de sino diretamente para mim. Derreti por dentro, mas mantive minha postura séria, ele nunca poderia desconfiar dos meus verdadeiros sentimentos.
   - Pode sim. – respondi tentando ser indiferente.
   O clima entre nós era tenso. Tentei distrair minha mente com as instruções do professor, mas era impossível com ele ao meu lado. Minha concentração simplesmente desaparecia. Ele estava tranquilo, mas ao ouvir um “bip”, enrijeceu seu corpo. Mexeu discretamente em sua mochila e retirou um objeto eletrônico de dentro dela. Fingi não prestar atenção no que ele fazia e acompanhei as coisas apenas com minha visão lateral. Ele sussurrou palavras estranhas e voltou a aguardar o objeto. Em sua carteira havia um pedaço de papel enrolado. Peguei-o rapidamente e o coloquei no bolso, sem que David percebesse. Agi normalmente e enfrentei aquela complicada aula.
   Assim que o sinal anunciando o fim da aula bateu, corri para o banheiro e li o misterioso papel. Nele estava escrito: “Parabéns por sua primeira missão oficial.” No início não compreendi o que significava aquilo. Decidi, então, seguir David. Ele ficou durante um tempo na escola e depois partiu para um campo repleto de flores, arvores, arbustos, moitas. Escondi-me atrás de uma moita quando ele parou a sombra de uma arvore para falar ao telefone. A conversa era confusa e apenas uma parte me fez entender tudo.
   - Amo ser espião, é a minha paixão, mas não posso cumprir minha primeira missão. É perigosa de mais.
   Meus ouvidos custaram a acreditar, mas era real. O aluno novo e meu amado era um espião.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O mistério da praia deserta

Estava olhando fixamente a janela do carro. Ver as paisagens passando rapidamente diante de meus olhos e o vento movimentando meus cabelos. Era uma ótima sensação. Fazia-me esquecer um pouco a quantidade de coisas que havia na minha cabeça. E todas elas pensavam no mesmo assunto: O que aconteceu na praia deserta?
Tudo começou quando eu e meu namorado decidimos passar o verão juntos. Claro que meus pais também tiveram que ir, mas não me importei muito com isso, passar o verão com a pessoa mais perfeita e que amo já estava bom. Seria nosso primeiro verão como um casal de verdade e eu estava contente. Tinha o garoto mais lindo, fofo e desejado por todas as garotas da escola ao meu lado. Isso era uma grande vitória.
Dois dias antes de irmos embora, passeamos na praia que era de frente para a pousada onde estávamos hospedados. Tudo ia muito bem, até que Bernardo teve a ideia de andar até uma praia mais deserta. No princípio não gostei da ideia, mas me senti tão segura e protegida com ele que relaxei. Nem me importei com a quantidade de pessoas, que diminuíam cada vez mais. Percebi que chegávamos a uma praia despovoada quando ele parou de andar. Sentamos na areia, de frente ao mar, para descansar.
- Por que veio para uma praia tão distante e deserta se só queria olhar o mar? – perguntei confusa.
- Não gosto de tumulto, prefiro um lugar com menos gente – ele olhou para mim e abriu um sorriso perfeito.
Suspeitei. Se fosse apenas para olhar o mar era melhor que ficássemos na praia mais próxima, não havia necessidade de andar tanto. Fiz uma cara feia, mas pensei na quantidade de calorias que devo ter queimado. Aliás, não foi tão ruim caminhar (e perder peso) com meu amor ao lado.
Encostei minha cabeça em seu ombro e aspirei seu doce perfume. Um outro perfume confundiu meus sentidos. Não era o de Bernardo e fui forçada a inalá-lo. Em pouquíssimo tempo fiquei inconsciente.
Acordei assustada em um lugar escuro. Um breu. Não era possível enxergar nada. Fiquei com muito medo no início e chamei por várias pessoas conhecidas, mas ninguém falou ou respondeu. Estava cada vez mais aflita e precisava, urgentemente, sair daquele escuro que me fazia mal. Levantei desesperadamente a procura da saída, mas bati minha cabeça em algo muito duro e novamente caí na inconsciência.
Abri meus olhos e levei um susto quando percebi que estava no leito de uma cama de hospital. Tudo em mim parecia normal, exceto pelas marcas estranhas que havia na minha pele. O médico dizia que meu estado era bom e que só esperava eu acordar para me dar alta. Perguntei inúmeras vezes a meus pais e a meu namorado o que havia realmente acontecido na praia deserta, mas ninguém me respondia. Era um mistério, um segredo que eles guardavam entre si. Suspeitei que fosse um seqüestro, mas ninguém afirmava nada. O importante é que esse verão intensificou meu namoro.

O fim de um sonho

Minha vida agora estava perfeita. Parecia que eu havia acordado de um sonho. De repente as luzes se acenderam para mim e o sucesso me alcançou.

As pessoas agora sabiam meu nome. Eu era conhecida. Paparazzis me perseguiam. Os flashes das câmeras me iluminavam e os repórteres corriam atrás de mim em busca de minhas respostas. Adolescentes me admiravam e desejavam ser iguais a mim.

Eu estava no meu camarim, me concentrado para o meu milésimo desfile. Faltavam poucos minutos para me chamarem. Estava nervosa e minhas mãos tremiam. Apesar de estar acostumada a lidar com a passarela, dessa vez seria um pouco diferente. O dono de uma marca muito famosa em Milão estava lá e procurava uma jovem para levar consigo. Sou a principal estrela do desfile, estava mais que provado que eles me chamariam.

Meu nome foi anunciado. Meu coração acelerou-se tão rapidamente que fiquei sem ar. Respirei fundo e me tranqüilizei. Aquele era meu show, minha vez de brilhar. Sorri e entrei com tudo na passarela.

O desfile estava cheio, mas olhei para uma pessoa em especial que está sempre acompanhando todos os meus desfiles. Meu anjo, meu fofo namorado Victor. Ele tem o cabelo loiro todo enrolado, olhos azuis e uma pele de bebê. Tentei mandar uma discreta piscadela para ele, mas na hora acabei me descuidando e caí no meio do meu desfile. Meu sapato era muito alto e virei meu pé.

Escutei um grito de dó vindo dos meus fãs. Levantei desnorteada. Olhei para toda aquela gente que esperava para me ver. Seus olhos de frustração pela minha queda partiu meu coração. Saí dali o mais rápido possível e retornei ao meu camarim aos prantos.

O dono da marca que eu desfilo me procurou em meu camarim. Achei estranho, ele quase nunca tinha tempo para conversar comigo ou com qualquer outra modelo. Sequei minhas lágrimas para recebê-lo.

- Olá senhor Wilson. Que bom vê-lo – tentei ser simpática em um momento triste.

- É uma lástima que não seja bom vê-la. Vou ser bem sincero com você – ele me olhou seriamente. Estremeci. – Detestei seu desfile hoje. É pos isso que agora eu te demito. Vou te dar apenas o dinheiro que te devo e mais nada.

Fiquei assustada com a drástica notícia que recebi. Caí no chão do meu camarim em desespero e Victor me ajudou. Me conduziu até o seu carro, onde me perguntou o que havia acontecido.

- O que aconteceu meu amor?

- Fui demitida. Acabou minha vida de modelo – admiti.

- Então acabou aqui o nosso namoro.

- Por favor, não me abandone. Você é a única coisa que me resta da boa vida que eu levava antes do desastre de hoje.

- Tudo bem, mas nosso namoro não será mais como antes.

Pus toda a minha carreira a perder por causa desse garoto. Perdi tudo e agora perdi metade dele. Minha vida antiga estava de volta. A vida de uma garota comum, sem brilho ou glamour da vida de famosa.

domingo, 11 de abril de 2010

Sonhe, acredite e realize



Todos nós, alguma vez na vida já tivemos um sonho. Seja ele ser modelo, artista, cantor, jogador de futebol, entre outros, mas em nenhum momento deixamos de sonhar.
Nossos sonhos começam a aparecer quando há a descoberta de habilidades ou de gostos. Por exemplo: se uma pessoa sente prazer em cantar, tem uma bela voz e se alguém a incentiva a investir na carreira, poderá então nascer um grande sonho. Eles costumam a começar pequenos e a crescerem conforme formos os alimentando. Quanto mais confiança você tiver, maior será seu sonho.
Ter um grande sonho pode ser muito difícil (dependendo do seu tamanho e da probabilidade de acontecer). Muitas vezes passaremos por complicadas situações. Seremos provados física e psicologicamente durante a longa caminhada até conseguirmos chagar ao topo. Haverá momentos em que nos sentiremos extremamente felizes ou profundamente tristes e desapontados. Haverá aqueles dias em que teremos grandes vitórias ou terríveis derrotas, mas tudo isso faz parte de um grande aprendizado denominado vida. O importante é você não desistir no primeiro obstáculo que aparecer e se manter forte.
Durante a longa caminhada até o nosso objetivo muitas coisas acontecerão. Ouviremos muitos "nãos" de diversos tipos de pessoas e até mesmo de nossa família. Muitas pessoas enfrentam o problema de não terem apoio nem dos pais, que desaprovam a escolha dos seus filhos. Aliás, que pais aprovam até os sonhos mais loucos de seus filhos? É bem comum ouvirmos deles algo do tipo "Tem certeza que quer mesmo fazer isso?" ou "Não concordo nisso com você. Se quiser consiga sem minha ajuda". Eles sempre se metem em nossas vidas, pois procuram o melhor para elas. Mas nem sempre o melhor para nossos pais é o que é melhor para nós e isso complica tudo. Tentar seguir um sonho sem ajuda dos pais é muito mais difícil e pode gerar brigas constantes. Nesse caso o melhor a fazer é conversar e entrar num conscenço.
É possível escutarmos também pessoas alegarem que nossos sonhos são impossíveis. Não existem sonhos impossíveis, as pessoas é que os fazer ser reais ou não. Depende da sua fé, esperança e capacidade.
Acreditar é a palavra-chave que diferencia um sonho da realidade. Se não acreditarmos em nossos sonhos, nunca poderemos realizá-los. Acreditar é fundamental, ter esperança é indispensável. Por isso digo e repito: nunca deixe de sonhar.

A incansável busca humana para a felicidade




Para você o que realmente significa ser feliz? Essa é uma pergunta muito complicada e necessita, as vezes, de minutos (ou talves horas) de reflexão. O mais complicado é chegarmos a conclusão do que nos deixa felizes, do que nos agrada, do que nos deixa satisfeitos.
Uma coisa que nunca vou compreender é o ser humano (incluindo eu). Somos exigentes de mais com a tal da felicidade e sempre quando conseguimos alguma coisa, exigimos mais. E quando não conseguimos nos sentimos tristes e incapazes. O que talves precisássemos para sermos mais felizes era dar valor as pequenas conquistas e vitórias, sem exigir cada vez mais delas (como a maioria das pessoas fezem).

Como todas as pessoas no mundo, nós temos problemas. Algumas têm até mais do que nós e muito mais sérios e se acham felizes. Talves porque essas pessoas dão valor as pequenas coisas e se prendem a ela para serem mais felizes, ignorando ou superando seus problemas. Já outras pessoas se acham infelizes porque nos momentos ruins sentem que possuem a prova de que são tristes.

Minha dica é que paremos para pensar no que nos deixa felizes e o que fazemos para ajudar nossa felicidade. Que demos valor as pequenas coisas e terminamos de vez com a nossa incansável busca da felicidade.

sábado, 27 de março de 2010

Ser diferente é normal




Do que seria esse mundo em que nós vivemos se não existisse as diversidades? Como seria se todos fossem iguais, agissem da mesma maneira ou tivessem as mesmas ideias e comportamentos? Com certeza seria um mundo chato e sem graça.
É interessante descobrir a quantidade de diferenças que existe entre uma pessoa e outra. Eu, pelo menos, amo aprender com outras pessoas. Escutar delas sua história e aprender e superar erros e dificuldades.
É uma lástima que nem todas as pessoas são assim. Algumas, mais intolerantes, não sabem valorizar o que é diferente delas. Essas pessoas (na maioria das vezes preconceituosas) vivem sempre no mesmo grupo e nunca variam por não estarem dispostas a conviverem com gente diferente. Essa é uma das coisas mais tristes que pode haver com o ser humano. É como viver dentro de uma caixa e nunca sair para poder ver o Sol e as outras milhões de coisas que existem mundo a fora, é como enxergar tudo preto e branco, sem poder ver as outras cores.
"Ninguém é igual a ninguém." é o que diz um velho ditado popular [/ou isso seria uma frese? Sábia é a pessoa que o escreveu. Cada um tem uma personalidade ou um jeito de ser que os tornam únicos. Somos diferentes e estamos em constante mudanças. Aliás, o mundo nos transforma. Diferentes pessoas com distintas opiniões mudam nossas maneiras de pensar e nossa visão para determinadas coisas.
O mais importante é sempre estarmos abertos ao que é diferente para nós.






Há alguns dias atrás, quando estava no metro voltando da escola (nesse dia fui fazer trabalho na casa de uma amiga), vi um garoto que não possuía um dos braços. Ele era normal, com uma aparência saudável (apenas tinha essa pequena diferença física), mas as pessoas ao seu redor o olhavam com uma expressão distorcida, como se tivessem muito dó. Algumas até se afastavam um pouco (ainda não sei o real motivo disso). Ele (que com certeza deve ser acostumado com esse tipo de reação dos outros) ignorava a todos e mantinha seu foco. Segurava uma muleta que o ajudava a se manter de pé e se equilibrava. Me impressionou o fato das outras pessoas (por mais que tivessem dó) não oferecessem nenhuma ajuda ou se afastassem, excluindo aquele garoto só por causa de um braço. Isso me fez refletir sobre como a sociedade trata o que é diferente, por mais que isso seja normal. Isso me fez pensar nas dificuldades que cegos, surdos, mudos, paraplegicos, tetraplegicos, etc, enfrentam (e me fez ter a ideia de escrever esse texto). Numa sociedade como a nossa (capitalista, machista, racista e individualista) muitas atitudes e precauções ainda precisam ser tomadas, principalmente com relação as diferenças. Que tal você ajudar começando a ver as diferenças com uma nova perspectiva? ;)







domingo, 21 de março de 2010

Família não se escolhe, aceita











Falar de amigos e não falar da família é quase um crime. Quando falta os amigos é a família que é o nosso apoio. É ela que está sempre nos acompanhando, desde pequeno até a morte.
A única grande diferença entre a família e os amigos é que nossos amigos podemos escolher, a família não. Temos que aceitá-la da forma que ela é e tentarmos sempre uma boa convivência. O problema todo é: e quando não há boa convivência em uma família. Ok, quando não há, ai é complicado. Para se ter essa tal de boa convivência é simples, apenas respeite e tenha tolerância.

A família muitas vezes pode nos gerar estresse e dor de cabeça. Mas não se assuste, todas as famílias são assim, fonte de apoio e de muito estresse. Na verdade é o normal dela. Sempre haverá brigas e discussões, seguidos por beijos e abraços. Acho até que família é uma coisa bipolar: briga e se acerta em pouquíssimo tempo.

O importante é darmos o devido valor que a família merece. Não perca tempo brigando sem motivos aparentes com ela, pois nós seres humanos só damos valor a uma coisa quando a perdemos e com a família é a mesma coisa, só damos o devido valor e importaância quando um ente querido falece.

Agora vou falar um pouquinho da minha família. Só para começar ela é muuuito grande, mas aqui eu coloquei os melhores. Meu pai, minha mãe, minha irmã (eu ganhei uma a pouco tempo e não foi fácil. Fui acostumada a ser filha única), minhas quatro primas que eu amo de montão e minha vó querida. Obrigada pelo amor e carinho que recebo de vocês, ele é muito importante para o meu crescimento como pessoa. Obrigado mãe e pai pela educação. Se sou a menina que sou hoje (essa frase ficou estranha, mas não sei como melhorá-la) devo muito a educação que vocês me deram. Sou imençamente agradecida.


sábado, 20 de março de 2010

Amigos, amiguinhos, amigões eu to falando é de amizade











As vezes eu paro e penso: será que existe algo melhor do que ter amigos? Não falo aqueles amigos de momento, mas sim de amizades para toda a vida. Aquelas onde você não se desgruda e não pode viver sem, aquela indispensável na sua vida.
Na vida em sociedade (ok, isso está parecendo início de textos que minha professora de Ciências Sociais passava) sempre temos comunicação com diferentes tipos de pessoas. Nos identificamos com pessoas mais parecidas conosco e assim se forma os laços de amizade.
A amizade é o segundo sentimento mais bonito que existe. Obvio que o amor é o primeiro, mas quando a amizade é verdadeira a única diferença entre ambos é um beijo. Entendendo melhor: "A distância entre o amor e a amizade pode ser a distância de um beijo." [/entendeu agora ou quer que eu desenhe?
A coisa mais triste que se pode acontecer na vida de alguém é viver sozinho. Viver isolado, excluído. Imagine como deve ser nossa vida sem nossos amigos? Um verdadeiro tédio, um mar de tristeza e solidão, um mundo cinza, sem cor. Podemos brigar, nos amogar, pararmos de falar ou coisas assim, mas no final sempre perdoamos nossas verdadeiras amizades. Não importa o que aconteça, no final já estamos mais unidos do que antes. E a amizade é assim uma Ciência Social, baseada na cooperação, competição e conflito [/nossa, nem sei como eu ainda consigo lembrar dessa matéria :o
O mais interessante em ter diversos amigos é que aprendemos a lidar com diferentes pessoas. Loiros & morenos, pretos & brancos, tímidos & sem vergonhas, nerds & burros, santinhos & taradinhos, heteros & homos, gordos & magros, ricos & pobres; todos nós temos amigos que são o oposto do outro.
O mais importante é preservarmos essas amizades. Porque as amizades são como plantinhas: precisam de amor e carinho para crescer e florescer cada vez mais, até que um dia possam dar frutos. Cuidem bem dos seus amigos, curtam, zoam, brincam e se divirtam intensamente, pois amigos para sempre não encontramos na esquina.


Queria aproveitar esse post para falar um pouco dos meus amigos. Sim, aqueles que me aturam e gostam de mim (preciso muito agradecer a eles, porque para me aturar haja paciência). Para começar queria mandar um salve (eu sei que taah meio velha essa expressão, mas não achei uma melhor) para a Família Potoco lá de MG. Vocês podem estar longe de mim, mas não me esqueço das nossas melhores zoas. Obrigada pela hospitalidade mineira :}
Em segundo queria agradecer ao povo do Pedro II [/neein vou falar muito de vocês, porque vou fazer um post exclusivo pro cp2, mas mesmo assim galera: agradeço imensamente por vocês fazerem grupos comigo, não me deixarem sozinha no recreio e ainda me chamarem para festas :D
E terceiro e não menos importante o povo da minha rua. Meus melhores parceiros de saídas a noite e rolés de desocupados. Obrigado por me aturarem. Admito, reclamo de mais e sou um pouco fresca, mas já provei que não sou patricinha. Sempre juntos no shopping, nas matinês e em quase todos os lugares. O povo mais maluco, doente e cheirado que já conheci em toda minha vida. Os maiores funkeiros, bêbuns e fazedores de merda que eu já vi. O pior de tudo é que não consigo viver sem eles (:


O mundo não é feito apenas de rostinhos bonitos


Se você é do tipo de pessoa que coloca a beleza sempre em primeiro lugar cuidado: O mundo não é apenas isso.
Nos dias de hoje o padrão de beleza é altíssimo. Muitas pessoas modificam sua estrutura natural (plásticas, lipo aspiração, bottox) apenas para melhorarem o visual e aumentarem a auto-estima. A questão é, será que isso tudo vale a pena?

Do que adianta uma pessoa buscar uma aparência perfeita se não há perfeição (pelo menos eu não conheço ninguém perfeito, então se você conhece me apresente que eu vou adorar conhecer).

O que eu quero dizer é que não adianta você ter um rosto bonito e não ter conteúdo. Muitas vezes a beleza é o que mais conta, mas do que adianta ser bonito se não há inteligência, por exemplo. Ganhar fama por causa da beleza é outra coisa. Que graça tem ser colírio, ter várias garotas caindo aos seus pés e não ter o essencial.

A beleza deveria ser uma qualidade como qualquer outra, ou se tem, ou não. Não estou falando mal de quem se arruma (aliás, se você é bonito tem que ajudar a sua beleza), só estou aqui dizendo que não é legal colocar sempre a beleza em primeiro lugar. Há outras qualidades bem melhores em cada ser humano.

Se você é do tipo de garota ou garoto que se olha no espelho, se acha feio e tenta mudar o que não gosta do seu corpo a todo custo, aqui vai uma dica: seja menos exigente consigo mesmo. Tente melhorar suas outras qualidades e depois pense na beleza. Ela não é o que há de mais importante em uma pessoa. Pense nisso ;)

sábado, 13 de março de 2010

Quem é Thamires B.F.F. ?



Primeira coisa que eu quero esclarecer: B.F.F. não significa best friend forever, mas sim as iniciais do meu sobrenome.

Eu sei que quem sou eu está no meu perfil, mas eu vou muito além daquilo. Seria impossível me descrever de forma completa em um simples blog. Então vou resumir um pouco nesse primeiropost õ/

Sou uma brasileira, que nasceu no Rio de Janeiro (ok, ninguém quer saber disso). Sou apenas a Thamires Bragança Florido Ferreira, prezer! Amo fazer amigos e se você quiser pode ser meu novo abiguinho :} [/tá, parei. Uma garota engraçada & mau humorada, feliz & reclamona, cdf & bagunceira, legal & chata. Consigo ser tudo de bom e de ruim ao mesmo tempo. É isso que faz eu ser diferente das outras pessoas. SER DIFERENTE É NORMAL, mas eu não sou, não se engane com isso [/ok, juro que parei.

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