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domingo, 22 de janeiro de 2012

Amor e outras drogas: Amor Platônico


Alguns problemas na vida podem nos machucar, outros, servirem de aprendizado, mas tudo pode ser superado dependendo da maneira como encaramos.
Há pessoas que odeia o amor, outras que o criticam e ainda aquelas que não sabem lidar com um sentimento tão delicado e ao mesmo tempo forte, mas ninguém pode dizer que o amor verdadeiro não é real nos dias atuais.
Eu acredito que existam diversas formas de amar, mas a mais ridícula de todas elas é o amor platônico. Nunca andei de mãos dadas ou em sincronia com o amor, mas o segredo do amor platônico jamais eu desvendarei. Ele simplesmente não faz sentido, não há uma lógica que o una com ideias racionais. Apenas a emoção gira em torno desse estranho sentimento.
Alguma vez li em algum lugar que o termo “amor platônico” vem das ideias de Platão, mas não faço a menor noção do que isso significa. O que eu sei é que amar alguém ilusório é a maior burrice das fantasiosas mentes juvenis. Apaixonar-se por alguém que não vai retribuir é uma idiotice; coisas de quem gosta de arrumar motivos para sofrer. Então querida leitora apaixonada pelo Justin Bieber, saiba que ele nunca irá casar com você. E você também nunca perderá sua virgindade com o Taylor Lautner ou pegará o Robert Pattinson. E para os garotos, não fofo, você não comerá a gostosa da Megan Fox ou a Jessica Alba. Não se iluda com amores impossíveis, tome um choque de realidade antes que seja tarde demais...
O amor platônico parece sempre perturbar a mente e o coração dos adolescentes mais vulneráveis; sempre querendo alguém impossível para juntar as escovas de dente. Às vezes “desejar” o parceiro mais excêntrico dura pouco, uma breve passagem de deficiência mental humana. O triste é quando essa deficiência se prolonga e a pessoa de apaixonada por seu “ídolo” vira obcecada. Pior ainda é quando ela cai na real de que jamais será nada da outra pessoa e sofre com isso. Extrema burrice – e nem adianta dizer que não mandamos no coração que nesses casos nem é paixão, é loucura mesmo. Tem horas que o ser humano perde o senso do que pode acontecer e o que nunca passará de sonhos.
É por isso que eu não consigo gostar do amor. Ele tira nossos pés do chão e nos dá asas, para voarmos até o infinito. Uma lástima esse infinito se limitar a um muro de concreto, onde batemos nossas faces e voltamos ao chão, à dura realidade. Talvez se o amor não fosse tão ligado aos sonhos, poderia haver lógicas e fundamentos que pudessem o explicar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Capitalismo X Natureza


O nosso planeta Terra está com os dias contados, mas as autoridades parecem não se importarem com isso. Todos só querem esbanjar, sem pensar nas consequências que os atos terão no amanhã.
É tão bom quando a economia do país cresce e ele vira um dos que apresentam maiores crescimentos no PIB, no FMI e no número de mercado consumidor. Para todo esse dinheiro que entra e sai há um preço irremediável a se pagar: a destruição da nossa natureza, em especial aos nossos rios. O Brasil é privilegiado, tem o maior rio em volume de água do mundo (Amazonas), uma das maiores usinas hidrelétricas (Itaipu), um rio referência que passa por quase todo nordeste (São Francisco) e sem contar com as águas subterrâneas e aquíferos espalhados por nossa extensão territorial. O principal problema é na má administração de toda essa preciosa água doce.
Não há maneiras de misturar capitalismo com natureza. São duas escolhas distintas, opostas, de forma que não há como andarem juntos. Para manter toda a economia do país é preciso optar pelo capitalismo, pelo dinheiro, pelos lucros. Para lucrar precisamos de investimentos (normalmente) estrangeiros e assim damos um espaço no país para essas empresas interessadas em explorar alguma área. A dificuldade é quando essas empresas pecam e degradam algo que pertence à nação.
Ultimamente um fato comum de ouvirmos nos telejornais são os vazamentos de óleo no mar. As embarcações, relacionadas à extração de petróleo (por isso o problema é mais comum em lugares como o Rio de Janeiro), se descuidam por um momento e causam graves danos com os milhares de litros de óleo lançados no mar. Para que todos tenham noção do mal que esses descuidos ocasionam, o óleo é uma substância não solúvel em água, ou seja, o óleo e a água não se misturam, formando assim camadas visíveis de cada substância heterogênea. Sem contar que poluindo assim o mar, além de prejudicar a vida marinha e a pesca, danifica também o estado dos rios e lagos.
Uma coisa que seria interessante ser explicada é o motivo das altas multas que essas empresas precisam pagar ao governo. O dinheiro não vai ser investido em tratamentos para o mar, muito menos na remoção desses resíduos despejados. Ao menos se fossem utilizados para programas de sustentabilidade e incentivo a proteção das águas seria uma branda compensação (mesmo tomando essas medidas os mares não seriam os mesmos de antes), mas sabemos que grande parte do dinheiro, senão ele todo, não é usado na área de proteção ambiental. Resta saber até quando iremos assistir mais péssimas notícias sobre novos vazamentos e nada além de arrecadar dinheiro seja feito. Não adianta cobrar multas milionárias e apenas ficar por isso mesmo. O ideal seria baixas multas (no máximo na casa das centenas de milhar, dependendo da gravidade do dano) e a remoção nas regiões afetadas pela própria empresa do óleo derramado. Só assim teríamos a confirmação de que nossas águas estão sendo tratadas da forma que devem ser. Aliás, se analisarmos a atual situação do mundo, a água não é totalmente um recurso natural renovável, pelo menos não a única água que ainda podemos beber. Por isso, eu, você e todos nós temos a obrigação de preservar a nossa riqueza natural: a água doce em abundância.

Sonho de uma noite de primavera


Era um dia gelado para a primeira semana de primavera. O céu estava escuro e carregado, pronto para despejar suas gotas de chuva e limpar toda essa terra, apesar de ainda nem ser 16h.
Meus amigos mineiros e eu estávamos sentados na porta de um médio shopping. A ficante do tarado Paulo, Amanda, havia feito algumas compras e eu, ele e o Heitor a acompanhávamos. Heitor era o gay do grupo, então não tinha aquela história de quatro é par. Novamente eu assumia o que mais sei fazer de melhor: segurar vela. Aliás, meu apelido é poste de luz, de qualquer forma eu sempre brilho. Pelo menos dessa vez eu agradecia por ter o Heitor de companhia.
Em frente à calçada onde todos conversavam alegremente, havia um rio. Esverdeado e sereno, ele exalava um agradável cheiro de maresia. Alguns conhecidos nossos brincavam nele de se molhar tão demasiadamente que até teimosos respingos nos atingia. O mais estranho é que eles vestiam o uniforme do ensino fundamental da escola de Santana. Todos os três ou quatro.
Depois de assistir aquele momento infância na adolescência, decidimos andar. Quando passávamos pelo segundo quarteirão depois do shopping, alguém se aproximou. A pessoa andava ao meu lado, acompanhando todos os meus passos. Temi ser seguida e grudei no Heitor, quase dando o braço a ele. A pessoa insistiu e eu comecei a me preocupar. Mordi os lábios e apertei o passo, sendo surpreendida por essa mesma pessoa pousando a mão em meu ombro. Estremeci.
Dei uma breve espiada para o lado, assim como a Janete olha quem está lhe bulinando e revirei os olhos ao confirmar quem era. Um idiota, apenas um idiota. Um imbecil que fazia meu coração acelerar toda a vez que estava perto demais de mim. Um estranho que jamais falava comigo na claridade. E desde a semana em que eu decidi parar de dar moral, ele anda com a expressão de quem muito quer falar. Mas nada fala, ele nunca fala nada. Já fazia quatro semanas que não ficávamos e o mesmo tempo sem nos falarmos. Ele estava inquieto e eu dilacerada.
Um passo para o meu lado me fez ficar alerta. Ainda com a mão em meu ombro, ele me desacelerou e se aproximou do meu ouvido. Olhei para os outro, mas ninguém havia notado sua presença.
- Você já faz parte da minha vida. – mansamente ele sussurrou, acariciando meu cabelo.
Tive o árduo trabalho de normalizar minha respiração. Por dez segundos ela havia endoidado. Continuei ignorando aquela fala como se ela fosse impassível para mim, andando sem lhe dar a menor atenção.
Ele parecia indignado com a minha indiferença e mesmo assim demorou um minuto para tomar uma atitude. A atitude que sua maldita timidez sempre impedia. Contrariando todas as minhas expectativas, ele puxou meu braço e me impediu totalmente de prosseguir. Parei analisando-o, sem compreender aquele gesto. Evitei me prender na hipnose que seu rosto exercia sobre mim e demonstrar o quanto aquilo me deixava nervosa.
Olhei para trás e os outros nos olhavam, sorrindo maliciosamente. Corei, envergonhada. Paulo fez alguns gestos que optei por ignorar antes de continuarem caminhando.
Estranhei ao ver aquele idiota indo para um canto. Segui e parei a um metro de distância. Ele me fitou e eu me odiei por deliciar-me naqueles incríveis olhos verde-musgo. Mas por que será que o brilho dos seus olhos são ainda mais lindos quando encontram os meus? Controlei minha mão para que ela não caísse na tentação de tocar sua pele translúcida e seus lábios rosados. Encostei minha cabeça na parede e o contemplei.
- Por que você só fala comigo bêbado? – perguntei de repente, a revolta tomando as rédeas da minha boca.
Ele parecia sossegado quando ouviu a minha pergunta. Deu um sorriso de canto de boca que quase me enfartou e olhou para o chão, envergonhado demais para me encarar.
- Eu sabia que você iria perguntar isso – ele respondeu.
Esperei paciente que ele completasse a resposta dando alguma explicação, mas ele manteve seu olhar preso no chão. Eu sabia que ele queria me falar alguma coisa, mas não conseguia. A frase estava presa em sua garganta. Instei que ele falasse apenas com o olhar, quando percebi que sua mão tremia minuciosamente. Ele voltou a me olhar assumindo um tom sério, um misto de agonia na sua expressão duvidosa. Hesitou duas vezes ao abrir a boca.
- Eu te amo. – ele pronunciou com emoção, para o meu desespero interno. Eu poderia esperar tudo, menos aquela tão incomum frase.
Ameacei a falar, mas as palpitações do meu coração e o susto não deixaram. Minhas pernas tremiam e eu deveria me lembrar de respirar frequentemente.
Enquanto eu pensava em como argumentar contra aquela frase, ele ia para a calçada. Eu estava desnorteada, perdida nos meus confusos pensamentos e nos fortes sentimentos. Ele voltou para o canto e segurou minhas duas mãos suadas, me conduzindo para o meio da rua. A intensidade dos seus olhos junto aos meus fez com que qualquer mentira soasse como a mais bela verdade.
Ao chegar à rua, senti frias gotas de chuva em meu rosto. A cada segundo elas ficavam cada vez mais gordas. Mas eu não me importava com a chuva, estava com ele, numa rua deserta. Impiedosas, elas molhavam meu cabelo, arruinavam meu penteado e encharcavam minhas roupas. Mas para compensar ele estava à minha frente, segurando firme em minhas mãos e abrindo o sorriso mais lindo somente para mim.
Como no início de uma dança, ele me girou lentamente e aproximou seu corpo do meu me puxando pela cintura. E como no Dance in the rain dançamos com uma perfeita sincronia ao som das intensas gotas caindo na terra. Nossos rostos ficaram a milímetros de distância. Eu podia sentir seu hálito, sua mansa respiração, sua enorme vontade de tocar meus lábios com os seus.
Nossas bocas quase se tocaram. Mas eu acordei, despertei e percebi que tudo aquilo não passava de um lindo sonho. E uma frase como essa jamais será dita por ele na dura realidade, porque enquanto eu sonho com seus olhos, eles olham cintilantes para os olhos de outra.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

New Age, new things

Mais um ano chega. Renovação, transformação, mudanças: essas são as palavras mais usadas na virada. Mas será mesmo que mudamos durante o ano novo? E para que mudamos? Para agradar a nós mesmos, para agradar os outros ou simplesmente por querer mudar? 
Existem coisas que não há explicação. Falsas promessas é uma delas. Sabemos que não iremos cumprir, então por que prometemos? A mente do ser humano é uma outra coisa que não tem explicação. Seres complexos, indecifráveis e estranhos. É sim, nós somos estranhos e meio doidos, não podemos negar esse fato.
Mas o ano novo é uma época próspera. É mais uma chance que a vida nos dá para termos 365 dias (nesse ano será 366) e fazermos o que não foi feito no ano anterior. Terminar projetos inacabados, começar um novo, ter novas boas ideias, criar, inovar... A boa é aproveitar a vida com moderação. Ser feliz, buscar a felicidade, sorrir sempre. Não desanimar, não desistir, jamais abaixar a cabeça. A vida é uma caixinha de surpresas; se o ano começou ruim, pode terminar como o melhor. A dica é jamais desistir dos seus sonhos e sempre correr atrás dos objetivos. Mesmo com todas as berreiras, aprenda a derrubá-las e colher os frutos do belo jardim da vitória. Não seja empurrado pelos seus problemas, em 2012 corra atrás dos seus desejos. 
Essas são minhas dicas para um ano melhor. Aprenda com cada dia, melhore sempre, ajude o próximo, amadureça espiritualmente e mude suas atitudes se quer um ano diferente. Um feliz 2012 a tout le monde !