O nosso planeta Terra está com os dias contados, mas as autoridades parecem não se importarem com isso. Todos só querem esbanjar, sem pensar nas consequências que os atos terão no amanhã.
É tão bom quando a economia do país cresce e ele vira um dos que apresentam maiores crescimentos no PIB, no FMI e no número de mercado consumidor. Para todo esse dinheiro que entra e sai há um preço irremediável a se pagar: a destruição da nossa natureza, em especial aos nossos rios. O Brasil é privilegiado, tem o maior rio em volume de água do mundo (Amazonas), uma das maiores usinas hidrelétricas (Itaipu), um rio referência que passa por quase todo nordeste (São Francisco) e sem contar com as águas subterrâneas e aquíferos espalhados por nossa extensão territorial. O principal problema é na má administração de toda essa preciosa água doce.
Não há maneiras de misturar capitalismo com natureza. São duas escolhas distintas, opostas, de forma que não há como andarem juntos. Para manter toda a economia do país é preciso optar pelo capitalismo, pelo dinheiro, pelos lucros. Para lucrar precisamos de investimentos (normalmente) estrangeiros e assim damos um espaço no país para essas empresas interessadas em explorar alguma área. A dificuldade é quando essas empresas pecam e degradam algo que pertence à nação.
Ultimamente um fato comum de ouvirmos nos telejornais são os vazamentos de óleo no mar. As embarcações, relacionadas à extração de petróleo (por isso o problema é mais comum em lugares como o Rio de Janeiro), se descuidam por um momento e causam graves danos com os milhares de litros de óleo lançados no mar. Para que todos tenham noção do mal que esses descuidos ocasionam, o óleo é uma substância não solúvel em água, ou seja, o óleo e a água não se misturam, formando assim camadas visíveis de cada substância heterogênea. Sem contar que poluindo assim o mar, além de prejudicar a vida marinha e a pesca, danifica também o estado dos rios e lagos.
Uma coisa que seria interessante ser explicada é o motivo das altas multas que essas empresas precisam pagar ao governo. O dinheiro não vai ser investido em tratamentos para o mar, muito menos na remoção desses resíduos despejados. Ao menos se fossem utilizados para programas de sustentabilidade e incentivo a proteção das águas seria uma branda compensação (mesmo tomando essas medidas os mares não seriam os mesmos de antes), mas sabemos que grande parte do dinheiro, senão ele todo, não é usado na área de proteção ambiental. Resta saber até quando iremos assistir mais péssimas notícias sobre novos vazamentos e nada além de arrecadar dinheiro seja feito. Não adianta cobrar multas milionárias e apenas ficar por isso mesmo. O ideal seria baixas multas (no máximo na casa das centenas de milhar, dependendo da gravidade do dano) e a remoção nas regiões afetadas pela própria empresa do óleo derramado. Só assim teríamos a confirmação de que nossas águas estão sendo tratadas da forma que devem ser. Aliás, se analisarmos a atual situação do mundo, a água não é totalmente um recurso natural renovável, pelo menos não a única água que ainda podemos beber. Por isso, eu, você e todos nós temos a obrigação de preservar a nossa riqueza natural: a água doce em abundância.

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